sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Poldark: uma grata surpresa nestas férias


O período de férias da faculdade é um ótimo momento para pôr as séries em dia e começar a acompanhar séries novas. Procurando na internet episódios de Emma (série de 2009 da BCC), acabei me deparando com o nome Poldark, que despertou a minha curiosidade. A sinopse da série, cuja primeira temporada foi exibida entre março e abril de 2015 pela BBC One, pareceu-me interessante e resolvi baixar o primeiro episódio. Logo fiquei encantada pela história do capitão Ross Poldark (Aidan Turner, trilogia O Hobbit e Being Human), em seu complicado retorno à Inglaterra após lutar na Guerra de Independência dos Estados Unidos.

A primeira temporada da série tem oito episódios e retrata a década 1780 - uma década crucial para o mundo contemporâneo, por assinalar o início da Revolução Industrial e o fim do Antigo Regime. Baseada na série de romances históricos conhecida como Poldark Novels (são doze livros!) do escritor inglês Winston Graham, Poldark é uma série que vai agradar a quem gosta de aventura, romance e, é claro, história!

* O comentário abaixo contém spoilers. Recomendo assistir aos episódios antes de ler.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Meu top 20 musical em 2015

Em comparação ao seu antecessor, o meu ano de 2015 foi um pouco mais musical. Acho que isso se deve principalmente à minha longa viagem diária (casa - trabalho - faculdade), que me obriga a ficar várias horas dentro de ônibus. Assim, entre os momentos em que admiro a paisagem da Baía de Guanabara (que, sim, tem seus encantos) e me irrito com os engarrafamentos da Avenida Brasil, eu leio, estudo, durmo e, é claro, escuto música. 

Pois bem, analisando as faixas que mais ouvi no último ano, de acordo com meu perfil do Last.fm, foi possível notar que quem reinou soberano no campo das minhas escolhas musicais em 2015 foi, surpreendentemente, o INXS


Mas como isso foi possível? De fato, nunca havia dado muita importância para os australianos, embora gostasse muito de duas de suas músicas: "Never Tear Us Apart" e "Devil Inside". "Disappear" eu conhecia por ouvir pelo rádio e, por algum motivo, essa música me remete à infância, sempre gostei de escutá-la, mas não sabia de quem era até bem recentemente. E tem "New Sensation" e "Suicide Blonde", que são bastante conhecidas.

Após assistir à ótima minissérie INXS: Never Tear Us Apart, que conta a história da banda, tive curiosidade de ouvir mais coisas deles. Então, comecei a assistir alguns vídeos e baixei a coletânea Definitive INXS. Descobri pequenas joias - "Beautiful Girl", "Don't Change", "The One Thing", entre outras - e que um baladão que ouvi algumas vezes pertencia a eles: "By My Side". Fiquei surpresa com a quantidade de músicas boas lançadas pelo grupo. Elas têm um tom pop na medida certa, na minha opinião. E o vozeirão de Michael Hutchance é realmente encantador. 

Kick, de 1987, seu álbum mais conhecido, é um discão. E ainda há outros muito bons, como Shabooh Shoobah (1982), X (1990) e Welcome to Wherever You Are (1992). Mas não vejo as pessoas falando muito do INXS em blogs de música. A banda ficou meio esquecida mesmo. Parece também rolar um certo preconceito, talvez porque foram sempre mais pop e fizeram muito sucesso nas paradas e na MTV. Engraçado é que as músicas me soam interessantes e, em geral, não têm aquele aspecto de que ficaram "datadas", como ocorreu com as de outras bandas dos anos 80.

Além do INXS, outro fenômeno que pude notar na minha parada musical pessoal de 2015 foi a forte presença da trilha sonora da série True Detective - The Handsome Family, The Black Angels, Bosnian Rainbows e Leonard Cohen. Entre os nomes nacionais, destacaram-se Titãs e Raul Seixas, além dos mais recentes Maglore e Stellabella.

Enfim, sem mais papo, aí estão as tabelas com as 20 faixas mais executadas e os 20 artistas mais ouvidos por mim em 2015.


O que nos reservará 2016?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

RIP Bowie

Apenas um dia após completar 69 anos e ter lançado o já elogiado álbum Blackstar, o músico britânico David Bowie faleceu na noite deste domingo, dia 10 de janeiro. Referência incontornável para a música e para a cultura pop, Bowie é um dos artistas que mais me marcaram. Em 2014, por sinal, ele foi o músico que dominou o meu playlist. Por isso, neste blog quase nunca atualizado, nada mais justo que reverenciar esse ícone do rock.

Meu primeiro contato com Bowie foi "Under Pressure", uma parceria sua com o Queen, que ouvi muito na infância (influências paternas). Mais tarde, fui conhecendo outras de suas canções e tive o prazer de vê-lo em outra bela parceria, com o Arcade Fire. Mas o que realmente abriu meus ouvidos e mente para a riqueza de sua obra foi a série televisiva Life on Mars, sobre a qual já falei algumas vezes aqui no blog.

Deixo aqui o vídeo de "Starman", que é, seguramente, uma das minhas favoritas:


E para admiradores de Bowie, aí vão alguns links interessantes:

- A página da Rolling Stone Brasil tem uma boa retrospectiva da obra de Bowie;

- A revista Superinteressante lembra os principais trabalhos do camaleão no cinema;

- O site What did David Bowie do at your age? faz uma brincadeira bem legal, mostrando o que o músico fez quando tinha a sua idade (dica do Brasil Post);

- A ilustradora Hellen Green tem em seu perfil no Tumblr lindos trabalhos inspirados em Bowie;

- Veja aqui porque Life on Mars é a melhor série já feita (que série tem a obra de David Bowie como sua principal referência e em menos de 10 minutos é capaz de tocar em um episódio "Life on Mars?" e "Changes"?).

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Uma pequena dose de INXS

Em 1982, o grupo australiano INXS lançava o seu terceiro álbum de estúdio, Shabooh Shoobah, que seria o primeiro divulgado internacionalmente. Nessa época, a banda saiu em sua primeira turnê no exterior, abrindo shows para Adam and the Ants (nesse momento, já em crise), e, fazendo mais sucesso nas apresentações que a atração principal, começou a chamar a atenção nos Estados Unidos

O estouro mundial viria uns anos mais tarde, com álbum Kick, de 1987. Porém, já na época Shabooh Shoobah, Michael Hutchence e cia. mostravam a que vinham. O videoclipe da música "The One Thing", um dos singles de Shabooh Shoobah, dá uma amostra do carisma do vocalista do INXS, que logo se tornaria um dos mais polêmicos rockstars. 

O vídeo exibe um banquete, com os integrantes da banda e várias modelos bonitas, no qual todos agem de forma excessiva, bebendo e comendo com certa voracidade. Há uma sexualidade latente e também, ao mesmo tempo, as atitudes desmesuradas trazem uma sensação de decadência. No fundo, o clipe de "The One Thing" e a letra da música, que fala de uma mulher que consegue ter vários homens a seus pés, parecem ser um prenúncio da própria vida de Hutchence, sempre se deixando levar pelos excessos da fama - aliás, nunca é demais lembrar o INXS é "excessivo" até no nome.

Vale a pena degustar essa pequena dose de INXS, a música é bem interessante.


 
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