Uma "sinfonia agridoce"

sábado, 13 de dezembro de 2014

Talvez pelo título você não se recorde, mas, provavelmente, já deve ter escutado a música "Bitter Sweet Symphony", da banda britânica The Verve, em algum momento da sua vida. A canção, que integra o terceiro álbum do grupo, Urban Hymns (de 1997), já foi usada em comerciais de televisão (como uma propaganda de um famoso banco brasileiro) e é muito lembrada por aparecer na sequência final do filme teen Segundas Intenções (Cruel Intentions, de 1999).

Com seus belos violinos, a música mais conhecida do The Verve foi motivo de uma das mais famosas disputas judiciais do mundo pop: os Rolling Stones e seu então empresário Allen Klein acusaram Richard Ashcroft e companheiros de plagiar a música "The Last Time". Como a decisão da Justiça foi favorável aos Stones, Mick Jagger e Keith Richards recebem todos os royalties da melodia - entenda a polêmica envolvendo esse caso no blog do historiador Elton John Farias e ouça a versão instrumental de "The Last Time", que fundamentou a discórdia, para tirar suas próprias conclusões.

Apesar de toda a confusão, "Bitter Sweet Symphony" e seu videoclipe são verdadeiros clássicos. A canção é, sem dúvida, uma das mais marcantes dos anos 1990. Por isso, eu os escolhi para inaugurar a nova seção do blog, "Uma dose de clássicos".


Várias vezes já me peguei andando pela rua e pensando nessa música, lembrando da imagem do Richard Ashcroft caminhando por Londres, inabalável, passando por cima de tudo e todos. Nesta nossa vida, que, como bem resume Ashcroft, é uma "sinfonia agridoce", tentar seguir seu próprio caminho pode ser uma tarefa difícil, mas é algo necessário.

Ressurgindo...

domingo, 2 de novembro de 2014

2014 tem sido um ano bastante movimentado para mim. Ingressei em uma nova graduação, mudei de casa, mudei de trabalho... 

Minha peregrinação diária tem sido tão intensa que pouco tempo me sobra para escrever algo neste blog, largado às traças já há mais de um ano.

Mas, enfim, cá estou eu novamente! 


E em que data escolhi ressurgir, não? 

Bem, espero poder aparecer por aqui mais vezes.

Por um punhado de... rock

sábado, 13 de julho de 2013

"20th Century Boy", uma das melhores músicas do grupo inglês T. Rex é talvez o grande hino do glam rock e, creio, uma espécie de síntese do espírito (meio louco, extravagante e transgressor) dos anos 1970. Diz a canção: 

"Friends say it's fine, friends say it's good
Ev'rybody says it's just like rock'n'roll
I move like a cat, charge like a ram
Sting like a bee, babe I wanna be your man
Well it's plain to see you were meant for me, yeah
I'm your boy, your 20th century toy..."

No tal Dia Mundial Rock - que, aliás, só é comemorado no Brasil (!) -, é interessante lembrarmos de bandas como o T. Rex e de figuras como Marc Bolan, que influenciaram muita gente. 

O rock, penso, assim como toda boa música, deve ser instigante e provocativo. Deve ser desafiador e questionar padrões e normas. Enfim, deve estimular nosso senso crítico e nossa vontade de nos expressarmos. E isso, certamente, o trabalho de Bolan e companheiros consegue despertar em quem os ouve.

Enfim, apreciemos o T. Rex (de preferência, sem moderação):


Ashes to Ashes: algumas impressões

domingo, 20 de janeiro de 2013

"Ashes to ashes, funk to funky...".
 
Em Ashes to Ashes, spin-off da aclamada série Life on Mars, a sombria e intensa Manchester dos anos 1970 dá lugar à Londres colorida e vibrante dos anos 1980. Mas o crime e a corrupção existem em todo lugar, não importa a época, não é mesmo? E quem melhor para combatê-los que o DCI Gene Hunt e seus fiéis escudeiros Ray Carling e Chris Skelton?

Investindo mais na comédia que sua antecessora, Ashes to Ashes, se não agrada a todos os fãs de Life on Mars, revelou-se, ao fim de sua primeira temporada, um ótimo divertimento.

"Eu estou feliz e espero que você também esteja".

* O comentário abaixo contém spoilers. Recomendo assistir aos episódios antes de ler.

 
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