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domingo, 2 de novembro de 2014

Ressurgindo...

2014 tem sido um ano bastante movimentado para mim. Ingressei em uma nova graduação, mudei de casa, mudei de trabalho... 

Minha peregrinação diária tem sido tão intensa que pouco tempo me sobra para escrever algo neste blog, largado às traças já há mais de um ano.

Mas, enfim, cá estou eu novamente! 


E em que data escolhi ressurgir, não? 

Bem, espero poder aparecer por aqui mais vezes.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Back in Black


Trecho da letra de famosa canção de cavalheiros que, provavelmente, sabem muito mais da vida do que eu. Ou não.

"Back in black, I hit the sack
I've been too long, I'm glad to be back
Yes I'm let loose from the noose
That's kept me hangin' about

I've been livin' like a star 'cause it's gettin' me high
Forget the hearse, 'cause I never die
I got nine lives, cat's eyes
Abusing every one of them and running wild

'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back, back
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!

(...)"


Ok, ok, eu estou voltando.

Mas, desde já, gostaria de frisar que odeio esta nova interface do Blogger - usarei a antiga enquanto puder, já que, para mim, ela é muito mais funcional. Não que a minha opinião seja importante, ou que eu tenha alguma pretensão de evitar esse processo de mudança ou, ainda, que eu ache que alguém realmente lerá o que escrevo, mas gostaria de registrar aqui a minha insatisfação como "consumidora", prezados senhores desenvolvedores dos produtos Google.

Enfim... Retornando ao ponto principal do post, procurarei estar por aqui mais frequentemente daqui para frente - assim espero. É que escrever por escrever, sem ter que cumprir alguma obrigação, é muito bom e me faz falta.

Então, cara amigo leitor, até breve!

Ah, e se você quiser conferir o clássico citado acima, é só clicar no player abaixo para ouvir ou baixar.

ACDC - Back in Black .mp3
Found at bee mp3 search engine

sábado, 20 de novembro de 2010

Do template e suas cores

Ok, vamos esclarecer umas coisas: eu, definitivamente, não gosto da cor rosa. E então, diante dessa afirmação inicial, você vai me perguntar: "mas por que diabos decidiu usar um template com detalhes em pink?". Saiba, estimado leitor, que a resposta para esse aparente paradoxo é bem simples - mais ou menos.

Procurando um tema legal para o Notas Dissonantes em diversos sites e blogs especializados em templates, encontrei um modelo chamado Citrus Pink Blogger Theme no BTemplates. Era o tipo de template ideal para mim: simples (sem muitas frescuras), de carregamento rápido, com duas sidebars à direita e um footer com 3 colunas. Só havia um problema: eu não gostei das cores, o layout me pareceu muito chamativo. A combinação de pink com marrom chocolate me lembrou na hora um Sonho de Valsa - eu adoro o bombom, mas a mistura de cores da marca é muito "cheguei", algo que definitivamente não combina comigo. Só que quantas vezes não encontramos por aí um template para Blogger legal, mas não gostamos de um detalhezinho ou outro?

Por isso, ainda que não tenha me agradado por completo, fiz o download do modelo e o instalei no blog. Apesar de interessante, o Citrus Pink não é um template muito customizável. Os gadgets são facilmente instalados na aba "Elementos de Página" na opção "Layout" do "Painel" do Blogger, mas não é possível personalizar as cores na aba "Fontes e cores" apenas utilizando a paleta. Quanto à alteração do tamanho e estilo das fontes, reparei que o template também apresenta problemas nessa aba, apesar de o recurso estar habilitado. A solução é alterar as cores e fontes no código do template, na aba "Editar HTML", o que dá um certo trabalho.

Decidi trocar todas as cores, deixar o modelo com tons de cinza e detalhes em azul, basicamente como era nas quatro (!) versões de template utilizadas na vida do My Headphone. Então percebi que se fizesse a troca de rosa para azul, o template perderia completamente sua identidade, e seu nome, Citrus Pink Blogger Theme, não faria mais nenhum sentido. Não achei justo desvalorizar o trabalho do designer britânico Lawny, desenvolvedor do Lawny Designs e criador do template. Então, por esse motivo, o modelo continua com detalhes em rosa.

Essa mudança na escolha de cores para o Notas Dissonantes indica o (início do) fim do meu daltonismo - os cerca de dois anos de branco-cinza-preto-azul, numa coisa quase Grêmio, dão lugar à combinação de branco-cinza-preto-rosa. Ao menos assim os visitantes do blog perceberão mais facilmente que quem escreve as postagens é uma mulher - cansei de ler comentários no My Headphone nos quais as pessoas me tratavam como homem, porque provavelmente não se davam ao trabalho de ver o meu nome no rodapé das postagens ou porque, por puro "achismo" ou por estarem presos às convenções de gênero, acreditavam que mulher não pode gostar de azul e preto, comentar sobre rock e dar uns pitacos sobre futebol.

Mas, finalizando a questão, que fique bem claro: cor-de-rosa, para mim, só a Pantera.

P. S.: Se calhar, um dia eu me animo e decido usar um template verde-branco-grená. Devem imaginar o porquê, não?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um blog novo - e agora, Nathália?

Bem, já que eu decidi voltar a blogar, é chegada a hora de ponderar alguns aspectos. Começo dizendo que meu retorno ao "fabuloso mundo dos blogs" não foi fácil. Os últimos meses se sucederam numa rapidez avassaladora, repletos de dúvidas, hesitações, tensões e expectativas. Mas o que sempre existiu em mim foi, fundamentalmente, o desejo de escrever. E desse, por mais que se tente, não se pode fugir. Portanto, como diria Pepetela no início aparentemente "inadequado" de um de seus romances, resolvi voltar a escrever. Preparem-se, companheiros, pois o texto é longo.

O My Headphone foi o primeiro blog que tive e escrevi com certa (cof, cof...) regularidade nele durante dois anos, como eu disse no "Sobre o Blog" aqui do Notas Dissonantes. Pois bem, cheguei à conclusão de que se existe uma verdade na vida é esta: a primeira vez, em tudo, é sempre inesquecível - seja para o bem ou para o mal.

O que eu quero dizer é que em um primeiro blog a gente comete muitos erros, e, na maioria das vezes, sem se dar conta disso. E não vou nem falar da "parte técnica" da coisa, isto é, da apresentação visual do blog, widgets, feeds, visitas, etc. Não sou (nem de longe) especialista na área e tudo o que aprendi foi por ser curiosa e sair pesquisando e testando no blog. Portanto, deixo para quem realmente entende e trabalha com informática e tecnologia esse tipo de informação, afinal existem ótimos metablogs brasileiros.

Quem está iniciando no ramo de blogs encontra excelentes tutoriais, por exemplo, no Dicas Blogger, da Juliana Sardinha, e no [Ferramentas Blog], do Marcos Lemos. A Nospheratt do Blosque.com também escreve artigos muito interessantes, entre os quais, de cara, eu destacaria "Está Começando Um Blog? Descubra Aqui O Que Você Não Deve Fazer" e "Top 15 – Erros Que Blogueiros Novatos Cometem… E Uma Dica".

Mas, voltando, eu quero falar, a partir da minha experiência pessoal, sobre a postura assumida pelo blogueiro, de suas dificuldades e responsabilidades quando quer levar a cabo um projeto de blog. No início do My Headphone eu tinha vontade de escrever feito doida, postar várias textos sobre as bandas que eu ouvia (e achava que eram a melhor coisa do mundo e, por extensão, que as outras pessoas também deveriam pensar igual a mim). Só que os meses passaram, o ritmo da faculdade se intensificou e, consequentemente e de forma inversamente proporcional, o ritmo das postagens do blog diminuiu. E daí pra pior: nos finais de período a coisa fica tão feia que tem dias em que eu não tenho tempo nem para abrir o e-mail!

Para complicar um pouco mais, durante esses dois anos eu também tive uma série de problemas familiares, perdas de irreparáveis de pessoas queridas, o que também me desmotivou bastante. Outros contra-tempos que prejudicaram o My Headphone foram o fato de minha internet ter sido uma porcaria durante um bom tempo e eu ter uma capacidade homérica de pegar vírus que sempre danificam alguma coisa do PC. E um raio, sim, um maldito raio queimou a placa-mãe e o processador do meu antigo computador. Desgraça pouca é bobagem, você não acha?

Fora a questão familiar - coisas que ninguém espera ou deseja que aconteçam -, percebi que me faltou organização e capacidade de administrar o tempo. Também pudera, uma pessoa que não consegue nem manter o próprio quarto arrumado... Acho que o melhor a fazer é tentar manter, desde o início, uma frequência regular na publicação das postagens, para que as pessoas não se assustem com algum eventual "sumiço" meu. Seriam interessantes ao menos duas atualizações semanais do Notas Dissonantes.

Gradativamente fui entendendo também que se você quer que seu blog seja lido, não dá pra ficar "andando em círculos", falando trocentas mil vezes sobre a mesma coisa. Também não é legal ficar se achando o máximo no assunto que você se propõe a lidar. E, principalmente, não dá pra chutar o balde de vez e dizer "o blog é meu, escrevo sobre o que eu quero e foda-se o mundo!". Claro que que às vezes (muitas vezes) é necessário mandar todo o mundo ir a certos lugares não muito agradáveis, mas um pouco de bom-senso é necessário. Percebi que, antes de mais nada, é preciso baixar a bola.

Em um lance como música é preciso estar com a mente aberta e disposto a ouvir sempre coisas diferentes, e isso às vezes é difícil pacas. É inevitável que você faça juízos de valor e comparações do tipo "hum, não gostei da guitarra dessa música" ou "o CD dessa banda lembra algo do Joy Division", mas penso que isso é necessário, faz parte do processo. A grande sacada é não falar besteira sem nem mesmo ter tido contato com a obra, ser preconceituoso. Isso ainda evita atitudes totalmente fake. Acho muito válido dar a sua opinião DEPOIS que você ouviu/leu/assistiu, nadando contra a corrente se preciso for. Por exemplo, quando o último disco do Editors saiu, ano passado, li uma enxurrada de elogios a In This Light and On This Evening. Fui ouvir toda esperançosa, mas achei o álbum chato pra burro, muito meia-boca. Enfim, é uma opinião pessoal, pode ser até mesmo que daqui há alguns anos eu tenha uma outra percepção e passe a gostar do disco. Só que por enquanto, ainda não engulo In This Light and On This Evening.

Acredito que as pessoas têm que ter cuidado com o que escrevem, pois hoje muitos blogueiros acabam sendo formadores de opinião - o que, evidentemente, não é o caso de blogs que quase ninguém lê como os meus (risada sarcástica). No entanto, se você criou um blog, é óbvio que espera que alguém leia os seus textos. E quem lê os seus textos, ainda que não te conheça, acaba fazendo uma imagem de você, que pode ou não corresponder à realidade. Se você digitar muita caquinha tem que estar preparado para as consequências: o formulário de comentários aparece logo abaixo das postagens.

Então você me pergunta: mas e a moderação de comentários? Sinceramente, não acho muito legal moderar os comentários das postagens do blog. Quando o blog já tem muitas postagens, até é interessante usar o recurso "Somente postagens anteriores a x dias", para você se orientar melhor. Mas, no geral, considero moderação uma preocupação secundária. Creio mesmo que inibe o leitor, que vai pensar duas vezes antes de comentar, porque sabe que sua opinião pode ser "reprovada" pelo administrador do blog.

Durante minha experiência com blogs só tive uma vez um leve aborrecimento com um leitor anônimo, justamente no post de despedida do My Headphone. Eu poderia ter simplesmente recusado o comentário, mas aprovei e fiz questão de dar uma resposta à altura. Mas a única coisa que acho realmente intolerável é SPAM descarado nos comentários: isso eu não aceito mesmo, deleto sem dó nem piedade! Assim, pesando prós e contras, decidi adotar moderação só para os posts publicados há mais de 60 dias.

Contando um último caso, há alguns meses eu fiquei puta possessa porque o Blogger tinha deletado uma postagem do My Headphone. Defendi meu ponto de vista e um outro usuário da plataforma também defendeu o dele, nos comentários, como você pode ver aqui. Considerei esse debate virtual muito produtivo. A minha opinião sobre a questão não mudou, mas eu pude "ouvir" um outro lado da situação, e isso (refiro-me ao ato de comentar) demonstra as inúmeras possibilidades de um blog como ferramenta de comunicação e troca de idéias e experiências.

E, por fim, o mais importante, escreva sobre o que você gosta, o que te dá prazer. Não se deixe levar por modismos ou opiniões alheias. Parece chulo, mas, expressando de forma nua e crua, esta é uma das conclusões mais acertadas a que cheguei nos últimos anos da minha vida (e um dos poucos conselhos verdadeiramente úteis que eu posso dar a alguém): escreva com tesão. Sim, escreva com tesão, ainda que meio mundo tente te impor obstáculos e impedir de fazer isso.

P. S.: Esse post não ficou com a maior cara de mensagem de auto-ajuda misturado com promessa de fim de ano, daquelas que você faz e provavelmente não vai cumprir?

P. S. 2: Falta de concisão em determinados textos é um problema grave. Mas, como você vai reparar daqui para frente, minha prolixidade já não tem cura.

P. S. 3: Quis fazer uma breve paródia (um tanto óbvia) dos versos de Drummond. Por isso, achei justo adicionar ao post uma fotografia do nosso ilustre poeta.

P. S. 4: Só quem ler A Geração da Utopia vai entender o que eu dizer com a suposta inadequação de um "portanto" no início de um texto/fala. Trata-se de uma daquelas gramatiquices idiotas que nosso amado Pepe tão bem soube ironizar em seu romance.
 
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